Já parou para pensar na quantidade de recursos naturais finitos que são extraídos para o funcionamento do nosso sistema econômico? Já tentou imaginar o quanto de lixo é gerado em um modelo econômico com uma abordagem linear, que se extrai, produz e descarta?

O Brasil produz cerca de 79,9 milhões de toneladas de lixo por ano. E, de acordo com dados do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), apesar de 30% de todo esse lixo ter potencial de reciclagem, apenas 3% de fato é aproveitado. Quanto aos recursos naturais, segundo relatório da ONU Meio Ambiente, foram extraídas da terra cerca de 70 bilhões de toneladas de matérias-primas. Para que possamos ter ideia, estamos consumindo a natureza 1,7 mais rápido do que os ecossistemas conseguem se regenerar.

A Economia Circular surge como uma solução para esses e outros problemas, ela se inspira no sistema cíclico do mundo biológico, onde não se tem a etapa de descarte, e os resíduos se tornam importantes em novos processos. Esse conceito também é chamado de “cradle to cradle” ( do berço ao berço). Defende que os nutrientes biológicos devem ser projetados para retornarem de forma segura à biosfera e os nutrientes técnicos projetados para circularem de forma cíclica, sendo re-inseridos no processo industrial após sua utilização.

Na Economia Circular, a forma de utilizar os produtos também deve ser repensada, substituindo a compra por aluguel ou compartilhamento e o consumo deve ser desacelerado e consciente. As vantagens da implantação desse modelo econômico são claras, além da conservação do meio ambiente e da diminuição da quantidade de lixo, a implantação de um modelo industrial reparador e regenerador irá acarretar em novas oportunidades de emprego e na diminuição de gastos dessas empresas sem a necessidade da aquisição de novas matérias-primas para a produção.


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