Conferência Rio Clima reúne mais de 80 especialistas e uma platéia de cerca de 500 pessoas, para debater rumos das mudanças climáticas  

O objetivo deste seminário é discutir o papel da ação climática subnacional e avaliar onde estamos, global e nacionalmente, em relação ao tema das Mudanças Climáticas no início de 2019. Quais são os riscos e oportunidades para o Brasil?

Desde o Acordo de Paris, a situação política internacional piorou e, de acordo com novas estimativas científicas, a velocidade da mudança climática nos obriga a repensar estrategicamente. Temos que encontrar uma nova maneira de lidar com a dificuldade de movimentar os governos nacionais, mobilizar a opinião pública, enfrentar as atuais crises climáticas e acompanhar as NDCs de formas coerentes com um paradigma net zero em meados do século.

O Brasil tem desempenhado um papel importante desde a Rio 92, no Rio, mas agora enfrenta sérios desafios. O evento valorizará o protagonismo dos estados e empresas brasileiras no cumprimento da Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil (NDC), com a apresentação, por governadores e secretários de estado, de experiências no âmbito regional de suas ações de mitigação e de adaptação.

Cabe ainda abordar um tema em relação ao qual a UNFCCC vem demonstrando muita dificuldade: o financiamento da transição para economias de baixo carbono/carbono neutras o qual exige uma escala de investimento na casa dos trilhões, com  busca de fontes que hoje não estão sob controle de governos das “partes” na UNFCCC. Além disso, discutiríamos também a precificação das emissões e a valorização do menos-carbono, os recentes problemas sobre taxação, canais de financiamento mais diretos para o estados, a governança climática e o empreendorismo que o momento está demandando.

A questão climática não apenas ambiental é um enorme risco econômico, social e de saúde pública e traz a oportunidade de inserir o Brasil de forma competitiva na transição uma a descarbonização com vantagens que temos sobre quase todos outros países mas não sabemos ainda aproveitar.

 O evento será também uma ocasião para novos governadores brasileiros assinarem um compromisso com o Acordo de Paris e a implementação do NDC em seus estados.

Programação 

Quinta-feira, 25 de Abril 2019

8:30h – Credenciamento

9:00h – Abertura

Eduardo Eugênio Gouveia Vieira (Presidente da Firjan)

Suzana Kahn (Painel Brasileiro de Mudança do Clima)

Alfredo Sirkis (FBMC)

Governadores Convidados:  Rio de Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Pernambuco, Amazonas(Participação presencial ou remota)

9:30h  –  Kenote Speaker e introdução

Fabio Feldmann – expõe as grandes linhas dos relatórios mais recentes do IPCC.

Paulo Hartung – ex- governador do Espirito Santo e presidente do IBA

10:30h –  O que esperar agora?

Vivemos um retrocesso político internacional em diversos países chaves em relação a questão climática. A situação política internacional piorou em relação a época do Acordo, nem suas – insuficientes – NDCs estão garantidas. Por outro lado,  coloca-se a discussão de um primeiro ciclo de revisão das NDC. Como lidar com essa situação globalmente?

Debatedores: Izabella Teixeira (UNEP/ONU), Marcelo Furtado (ALANA Foundation), Alice Amorim (iCS), Ismael Nobre. Mediador: Alfredo Sirkis

11,30h – Coffee break

11:45h –  Os estados brasileiros no clima

Os estados brasileiros iniciam uma lenta saída da crise e devem ter mais protagonismo na questão climática. Intensifica-se seu papel na fiscalização e também em projetos econômicos descarbonizantes. Precisam de mais apoio e outro tipo de relação com a esfera federal. Ao mesmo tempo, querem apresentar experiências bem sucedidas no tema de mudança do clima.

Expositores: Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente – ABEMA e entes convidados, secretários estaduais: São Paulo, Distrito Federal, Amazonas, Minas Gerais,  Espirito Santo, Pernambuco, São Paulo, Paraná, e Rio Grande do Sul. Mediador: Virgílio Viana (FAS).

Assinatura da Carta dos Estados pelo Clima

 

13,30h – Almoço no Marguta, na própria Firjan

14:30h – As empresas brasileiras e o clima: o protagonismo da iniciativa privada

Expositores: Laura Albuquerque (CBDES),  Marina Mattar(Abiquim), Marcelo Cerqueira (Brasquem), Caio Magri (Ethos),

16:00h Novos formatos de articulação internacional entre os governos sub-nacionais e novos instrumentos de financiamento

Governos sub nacionais como o da Califórnia, por exemplo, que representa a sexta economia mundial, têm uma importância crescente na questão climática complementando e até compensando governos nacionais. A UNFCCC pertence às “partes” que são pela Convenção os governos nacionais.

No evento teríamos exposições e uma discussão para responder às seguintes perguntas: qual a forma de incorporar e articular internacionalmente governos sub-nacionais como províncias e regiões metropolitanas? Pode se imaginar formatos híbridos combinando instâncias nacionais e subnacionais?

Debatedores: Ilan Cuperstein (C40), Gustavo Pinheiro (iCS), Rodrigo Perpétuo (ICLEI) e Rogério Studart (Bookings Inst.), Linda Murasawa.

17:30h  – Mesa de Encerramento

Convidados: Carlos Rittl (OC), Emilio la Rovere (COPPE/UFRRJ) e Aspásia Camargo(RJ)

“A área econômica é tão importante para o clima, quanto a ambiental. Precisamos discutir mecanismos econômicos para a descarbonização.” Alfredo Sirkis

Secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

“Os EUA saíram do Acordo de Paris e mesmo sendo uma potência, estão na contramão. Por isso, são eles que perdem, pois a economia produtiva mundial não concorda com essa decisão.” Dipak Dasgupta

Economista e fundador do Fundo Verde para o Clima

“Se o Brasil, os Estados Unidos, a China e todos os países trabalharem juntos, as questões climáticas ganharão força e as práticas para diminuir as mudanças funcionarão.” Erik Solheim

Diretor executivo da ONU Meio Ambiente

Revista Rio Clima